JULGAMENTO DAS ABAGGES
Hoje, repete-se o constrangimento, a injustiça e a barbárie!
Senta-se no banco dos Réus, a Sra. Beatriz Abagge, uma das acusadas do assassinato do menino Evandro Ramos Caetano, cujo Inquérito Policial, eivado de vícios, falhas, fraudes, mentiras e coações.
Derivado de uma investigação mal feita, com disputas de vaidade, fofocas e conspirações, inclusive brigas terríveis entre duas corporações policiais – Grupo Águia da PM e Grupo Tigre da Polícia Civil, foram esses fatos, responsáveis por um verdadeiro “aberratio ilitio”, que culminou com a acusação de sete pessoas inocentes imputadas por um crime que não se esclareceu devidamente e se quer o cadáver, tem-se certeza
As figuras indigitadas, foram violentamente torturadas e compelidas a confessarem um crime que não praticaram, não restando dúvidas, inclusive, que a Sra. Beatriz Abagge, foi torturada e violentada por Policiais Militares do grupo Águia, que seqüestraram os acusados e os levaram para uma chácara de propriedade do pai do delator nas cercanias de Guaratuba, onde foram barbaramente supliciadas.
No julgamento anterior, quando sentou no banco dos Réus, Dna. Celina Abagge e sua filha Beatriz, a justiça se fez e, num julgamento considerado o maior da história do país, que durou quarenta dias aproximadamente, foram elas absolvidas.
No entanto, o Ministério Público recorreu e mais de dez anos depois, novamente, senta diante dos togados juízes e conselho de sentença, a Sra. Beatriz, já que a mãe, pela avançada idade, teve seu julgamento prescrito.
Resta saber, se a justiça será feita para valer. É sabido hoje, que tudo não passou de uma imensa farsa engendrada pela Polícia Militar, através de seu grupo "especial" comandado por um Capitão psicopata, de nome Neves que torturou, forjou provas, coagiu e mentiu com o apoio de algumas autoridades políticas da época, inclusive o arquiinimigo político do então prefeito de Guaratuba, marido e pai das acusadas, o Sr. Aldo Abagge, à época o governador Roberto Requião. .
Importante ressaltar, que o Sr. Aldo Abagge, morreu de tristeza e depressão, pela barbárie praticada contra a sua família, em especial a esposa e filha. Quem pagará por isso? Ou melhor: "QUEM RESPONDERÁ POR ISSO?!"
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